A morte é inimiga e silenciosa,
vem de maneira ardilosa
no silêncio sem dor.

Arteira, cabisbaixa, fingindo
que nos ouve e ouvindo
finge que nos têm amor.

Nega a felicidade,
mesmo quem pela idade
julga não a receber.

Leva os desatentos,
os crentes no desalento
e ateus que não a querem crer.

A morte é democrática,
singela e inocente,
mistura-se por entre gente

que não a vê e não quer ver.
Vem sorrateira, pé ante pé
rica em ilusão.

A morte é o início
e no fim ela se esconde
como paixão no coração.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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