Caixeiro Viajante


Debaixo das pupilas buliçosas,

Sou um caixeiro viajante,

Vendendo as verduras verdejantes,

À doce freguesa ansiosa.

Tão bela e tão formosa,

Retira as moedas da sua bolsa,

E no tilintar talvez eu ouça,

O seu coração a prosear

Com esse andarilho vendedor

A oferecer um produto nobre,

Que não se compra por nenhum cobre,

Para a fome sacear.

É este o sentimento de amor,

Que lhe ofereço ó jovem dama,

Que de tão puro por ele clama,

O teu coração a saborear.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho.

Leave a Comment

error: Content is protected !!