As Dores da Alma


No baixar do caixão na cova fria,

Aplaude de fora a turba alvoraçada,

Ao som da corneta que anuncia,

A alma que se encontra enjeitada.

Soa como um sino a alertar,

Que ali jaz a causa das ilusões,

Das muitas mães a viver chorar,

A perda dos diversos corações.

Filhos e mães sumidos nas ruas,

Na guerra tensa, insana e desleal,

De um ex-soldado agora general,

Foram-se todas as vidas suas.

Paris foi esse campo de batalha,

Onde agora sofre a perseguição,

Aos gritos e urros corre afora,

Ouve-se a voz: pega, pega, ladrão!

Roubou vidas, esperanças, causou trauma,

Esperava na morte o seu perdão,

Descobriu que do outro lado da vida,

Continua a pulsar-lhe o coração.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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