A Flor do Mal


Perde-se no ar o perfume do mal,

Da flor destila-se o forte veneno,

Guardado o sumo de forma fatal,

Suave líquido num pote pequeno.

Esperto o mago no seu reino,

Levava uma vida sem rumo,

Chamado pelo bispo matreiro,

Matou o rei jovem a plumo.

Cerbera Odollam e suas pétalas

Alvas como as nuvens do céu,

Vindo da Índia onde plantada,

Levou por fim o jovem monarca,

Deixando os súditos lançados ao léu,

Ao sabor do sacerdote que mata.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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