Poesia de Natal


Nasce o menino Jesus em Belém,

É deitado numa simples manjedoura,

Lampejos de luzes vêm do mais além

Banham-no com a força Divina Criadora.

Os Reis Magos do lado de fora da estrebaria,

Nas mãos trazem alguns presentes

Aguardando o amamentar de Maria

Para que ela mais tarde O apresente.

Cabras, ovelhas e vacas com sinos

Protegidas são por muitos pastores,

Anunciam a chegada do singelo menino

Acolhido por todos os seus amores.

Na inocência daquela pequenina criança,

Nos braços da sua mãe e sem birra,

Recebe como símbolo de confiança,

Ouro, incenso e folhas de mirra.

José sorrir como um novo pai

E agradece a calorosa recepção,

Deposita em seu filho a fé que vai,

Libertar o seu povo da escravidão.

Não sabia o genitor também simplório,

Que o filho de um humilde carpinteiro,

Aos doze anos pregaria na sinagoga

Ao perder-se dos pais o dia inteiro.

Já maduro sai às ruas a curar doentes

Das mazelas da moral que encharcam o corpo,

Prega o amor e sorri sempre contente,

Ao falar do Pai causa alvoroço.

O inimigo o prende infamemente

E Pilatos lava as mãos de forma vil,

Seus apóstolos o negam veemente,

Ceifa a vida na cruz ao céu anil.

Sobe aos céus após um momento,

Consolando dos discípulos as emoções,

Hoje comemora-se o nascimento

De Jesus que nasceu aos corações.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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