Perdoa-me!

Um sentimento de amor mistura-se ao meu pensamento e

trilha o caminho da esperança em ver-te novamente.

Delírio ouvindo a tua voz suave, como o vento a me chamar.

Escuto o teu perdão, mas logo lembro de estar em

meditação.

Causa-me um verdadeiro reboliço n’alma e desperta em

mim o desejo da esperança.

O silêncio é o desaguar das águas no bater dos recifes,

gerando o limo da solidão.

Perdoa-me ó amada pelos descaminhos que tracei na

ignorância.

Não espero a indulgência sem o merecimento.

A vergonha assina os meus atos e discorda das minhas

atitudes.

O amor por ti não é mais a ventania que sopra, mas o sol

que brilha.

O teu perdão é como o bálsamo a aliviar as chagas do

arrependimento.

Perdoa-me!

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