Lembranças de Criança

Hoje acordei sentindo saudades, lembrando da infância áurea da minha vida, que o tempo de volta não traz mais.

Sonhos de criança renovando a esperança em um mundo melhor.

Lembranças corriqueiras, entrando e saindo rasteiras, doce como abricó.

Lembro-me dos brinquedos contando para mim segredos com eles juntos a brincar.

Tinha o macaco pilão, apertado pela minha mão, girando em velocidade, nem pensava em parar.

Cantarolavam os soldados de chumbo, marchando para uma guerra fantasma, que nunca ia chegar.

O sentimento aventureiro brincava comigo também e na graça de criança terminava, brincando com o pequeno trem.

Nos olhos de um pequenino, os sonhos eram importantes e no sorriso de menino, o brilho de diamantes.

Tanta felicidade não cabia no coração, pegava os brinquedos diletos, espalhando-os desarrumados no meio da palma da mão.

Ouvia as vozes secretas surgindo do Forte Apache causando-me apreensão.

Vinham das flechas dos índios cortando o ar e brincando, todas caíam no chão.

Naquele tempo pregresso, já escrevia as minhas histórias e os poemas na ponta da língua, misturavam-se na memória.

Bem me acompanharam e ajudaram-me a crescer e continuam até hoje a alma enriquecer.

Compartilho estes versos aos escrevê-los no papel e pretendo quando no alto chegar, rabiscá-los suavemente nas entrelinhas do céu.


Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados á Bessa de Carvalho

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