Treslouco Amor

Retiras do meu coração a esperança,
Quando queres retiras a minha agonia,
Retiras o ar dos meus pulmões,
Mas te peço, não retires de mim a alegria.

Lança-se meio em desarmonia,
Arrasta tudo que vê pela frente,
Retiras mais uma vez com ironia,
O pouco desse amor que a ti pertence.

Ri de todo o meu singelo beijo
Resvalando os lábios pela tua boca,
Como quem sufoca o acoleijo
Mastigando a flor como treslouca.

Roubas o pouco do amor que me restou,
Deste sentimento ainda bandido,
Pilha o afeto de quem muito amou
No início com todos os sentidos.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados à Bessa de Carvalho

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