Mãe eu volto!

Mãe, quando desta vida parti
E levantei o corpo do madeiro,
Lembrei-me do amor verdadeiro
Que intensamente contigo vivi.

Não olhei nem para atrás,
Pois somente lembranças boas carregava,
Segui a luz que ao meu rosto iluminava
O tanto de vida que se esvaiu e não volta mais.

Ao passar pelo nosso jardim
Vi as flores que adornavam o tempo,
Balançando indo e vindo pelo vento,
Escrevendo a história que vivi.

Obrigado mãe querida pelo amor,
Das muitas vezes conversando comigo
Nas horas difíceis o meu abrigo,
Nesses momentos sempre me consolou.

Segui em frente mais uma vez,
Rumo ao mar que tanto amava,
Abaixando-me passei a mão pelas águas
E senti a sua fluidez.

A luz voltou-se para mim
E me atraiu como você mamãe,
Abraçou-me com a ternura do amanhã
Trazendo-me a esperança sem fim.

Conte nos anos um, dois, três,
Saiba que um dia vou retornar
Chegando logo vou lhe visitar
No dia de finados, outra vez.

* Nos cemitérios distribuem-se flores e muito amor.

As lágrimas sempre acompanham com a dose certa da

saudade, todavia na ação da caridade encontra-se o melhor

agrado aos amores que partiram. Prefere-se que se doem

sorrisos e lágrimas de felicidades aos que ficaram, e

aguardam ansiosos para nos abraçar. A morte é parte do ciclo

da vida, começa-se a morrer logo ao nascer e ela dá início a

vida imortal. Lembre-se dos seus amores com a lembrança

dos melhores momentos que tiveram juntos, somente o amor

une aqueles que ficam e os que partiram.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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