Um pouco de Infância

Nasci em Manaus em noite enluarada, não à beira do rio, não banhado nas águas, mas em um hospital de freiras amadas.

Vi-me crescer um menino arredio e travesso, o pensamento “ligado”, brincava com os carrinhos a fio e o meu cavalo alado.

Avante o cavalinho corria e rolava a rodinha avermelhada, esse brinquedo que tinha era a minha infância calada.

Nas ruas as bolas-de-gude, triângulos e búlicas joguei, nos carrinhos com o rolimã, várias ladeiras rolei.

À tarde pão com ovo e café com leite bebia, corria para rua de novo, no esconde e esconde vivia.

A curica empinei, mas não me enturmava, não era o que mas queria, à noite o muro pulava para jogar bola fugia.

Na rua brincava de guerra, minha mãe cortava um dobrado para ensinar que não se leva pro mundo esse jeito levado.

Meu pai não conversava, traquinagens muito fazia, um dia da mãe apanhava no outro meu pai me batia.

Mas tudo porque me amavam e hoje guardo lembranças daquele tempo de infância, que dentro de mim explodia.

Autor Bessa de Carvalho

Direitos autorais reservados a Bessa de Carvalho

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